Encontramo-nos junto ao Fontanário de Santa Ana, um monumento cuja história remonta a 1955. Foi no dia 1 de junho desse ano que teve lugar a sua inauguração, com a presença do então Presidente da República, Craveiro Lopes.
Desde o ano 2000, este espaço encontra-se classificado como Monumento de Valor Local, integrando a paisagem arquitetónica do concelho de Santana.
Importa recordar que os fontanários desempenharam, durante várias décadas, uma função essencial: assegurar o abastecimento de água às populações.
rochas que foram utilizadas na sua edificação
Na construção que agora observamos foi utilizada pedra de cantaria rija de basalto, uma rocha magmática de origem vulcânica, de tonalidade cinzenta, constituída por minerais escuros (olivina, piroxena, anfíbola) e plagióclase cálcica, resultante do arrefecimento de magmas basálticos.
O primeiro degrau, por sua vez, é constituído por diorito, uma rocha magmática de origem plutónica (uma rocha exótica, uma vez que tem origem em outros locais que não na ilha da Madeira).
painel de azulejos
Merece igualmente destaque o painel de azulejos policromados que reveste o fontanário, executado em tons de azul e branco, característicos da azulejaria portuguesa.
Este painel apresenta uma componente figurativa e histórica, retratando Santa Ana, padroeira da freguesia, frequentemente representada junto da Virgem Maria em criança, reforçando o simbolismo religioso do monumento.
É esta devoção a Santa Ana que nos conduz, de seguida, à Igreja Paroquial de Santana.
Igreja Paroquial de Santana
Edificada em 1698, esta igreja constitui um exemplo representativo do estilo barroco. No seu interior, destaca-se o altar-mor, ornamentado com um retábulo de talha dourada, e uma tela central que representa Santa Ana e São Joaquim, pais da Virgem Maria, reafirmando o culto que dá nome à vila
Quanto à sua organização espacial, a planta do templo é constituída pelos seguintes elementos:
- a uma sacristia lateral, incorporada no lado sul do edifício durante o século XVIII;
- elementos laterais de carácter menos formal, correspondentes a eventuais capelas secundárias ou nichos, resultantes de ampliações posteriores
festas religiosas
Ao longo do ano, realizam-se na Igreja paroquial de Santana diversas festas religiosas, que reforçam a identidade local da vila, articulando fé, património, música e participação comunitária, encontrando-se intimamente associadas ao calendário agrícola e sociocultural.
Na fachada desta igreja podemos ver a utilização da pedra vulcânica, nomeadamente de basalto, com tonalidade cinzento escuro, rocha também usada na construção da pia batismal.
O pavimento exterior é constituído por calhaus rolados de natureza basáltica recolhidos nas praias do concelho de Santana em alturas de maré baixa ou de leitos de ribeiras, daí a designação de calçada madeirense.




