Vídeo de apresentação da paragem
O arquipélago da Madeira localiza-se em termos geotectónicos sobre a Placa Litosférica Africana, na terminação SW de uma linhamento de montes vulcânicos submarinos
Os edifícios vulcânicos que corporizam as ilhas da Madeira e o do Porto Santo constituem um exemplo típico de magmatismo oceânico intraplaca, com génese associada a um hotspot derivado de uma pluma mantélica (uma corrente colunar ascendente de material semi pastoso).
O edifício vulcânico da Madeira teve a sua génese na Era Cenozoica, com as primeiras erupções a ocorrerem no Miocénico (com idades estimadas a 5,7 milhões de anos) e as últimas fases de vulcanismo no Quaternário (há cerca de 6000 anos).
O facto de ainda persistirem fenómenos de vulcanismo secundário na Madeira considera-se que a mesma está a atravessar um período de acalmia de atividade vulcânica.
Estão identificados 3 complexos vulcânicos principais (inferior, intermédio e superior), na atualidade o arquipélago encontra-se a atravessar uma fase essencialmente erosiva
geomorfologia
A configuração geomorfológica da Madeira é consequência da forma, estrutura e idade do edifício vulcânico que esteve na base da sua génese, bem como das litologias (mais ou menos resistentes aos agentes erosivos) que o edificaram e, ainda, do tipo e intensidade dos agentes de geodinâmica externa (associados ao clima característico da região) que promovem o desgaste das formações geológicas.
Relevo
A Madeira apresenta um relevo bastante acidentado em virtude da diferente composição e resistência das formações geológicas vulcânicas quando expostas diversos agentes erosivos como é o caso da água, do vento e das alterações climáticas.
Existem vales muito escavados e profundos (vídeo 1 dos 3´40 seg a 4´07seg) e picos com altitudes consideráveis, como é o caso do Pico Ruivo, a 1862 metros, e do Pico do Areeiro com 1818 metros (vídeo 29 a 38seg)
Geomorfologia
A nível geomorfológico, há a realçar, a ocorrência de fajãs lávicas como é o caso do Seixal e do Porto Moniz e fajãs detríticas (como por exemplo a fajã dos Asnos e das Bebras no Cabo Girão).
rede hidrográfica
Finalmente, toda a rede hidrográfica da Madeira apresenta-se em plena fase de juventude, devido ao principal agente modelador da paisagem que é a água, com grande capacidade de erosão, transporte e deposição (vídeo 3 dos 0 a 10 seg).
Descrição do local em observação
Neste local em particular podemos observar derrames lávicos subaéreos, devido a fenómenos de arrefecimento das escoadas e ação dos agentes erosivos na meteorização e erosão deste afloramento, constituído por rochas vulcânicas, umas mais vulneráveis do que outras, formam-se estas “bolas” (vulgarmente designadas de pedra ceboleira) de natureza basáltica que resultaram da meteorização mais intensa da rocha encaixante ou matriz, ficando estes blocos de basalto destacados, os quais se alteram de fora para dentro gradualmente, formando-se camadas concêntricas, semelhantes a cascas de cebola.
Este fenómeno é designado de disjunção esferoidal e é comum ocorrer em Portugal continental em regiões em que predomina granito, que como sabem também é uma rocha magmática, mas plutónica/ intrusiva.
formação do solo
Neste afloramento consegue-se perceber a formação do solo a partir da rocha mãe, pela ação dos agentes de geodinâmica externa (chuva, vento, temperatura,…) e atividade biológica das raízes das árvores e dos microoganismos que conduzem à meteorização física das rochas e também química, ocorrendo reações de oxidação e hidratação por ação da água da chuva nestas rochas vulcânicas ricas em minerais ferromagnesianos, daí as tonalidades castanho amarelado ou avermelhado que este perfil de solo apresenta, evidenciando-se apenas os horizontes O, A, C e a rocha-mãe.
Saber mais: https://geodiversidade.madeira.gov.pt/index.php







