Vídeo de apresentação da paragem
Encontramo-nos no Miradouro de Santo António, uma enorme arriba que se eleva até aos 380m e que fornece uma vista panorâmica sobre a Fajã da Rocha do Navio.
A toponímia deste loval provém de um naufrágio de uma embarcação holandesa no século XIX.
Esta arriba resulta do processo erosivo por parte da abrasão marinha e também por acção dos agentes erosivos em meio terrestre.
Na costa norte da Madeira, devido à ação constante de ventos, a formação de ondulação é praticamente diária com o impacto persistente das ondas marítimas sobre a base das formações geológicas, o que provoca o seu desgaste e desmoronamento, acabando, em última instância, por originar enormes arribas litorais e fajãs resultantes de materiais de queda.
Na ilha da Madeira, estes movimentos de massa/desmoronamentos que se acumulam na base das arribas e que acabam por assumir posições menos inclinadas, designam-se por Fajãs.
Fajãs
Na Fajã da Rocha do Navio é possível visualizar vários "poios" - terrenos agricolas.
Neste local, ocorre um microclima diferenciado, que cria condições ótimas para o cultivo de alguns produtos agrícolas, dos quais se destaca as bananeiras, vinhas, entre outros produtos que necessitem de ambientes mais quentes para se desenvolverem.
Transporte de bens alimentares
Antes da existência do teleférico, os produtos agrícolas eram carregados às costas pelos agricultores e transportados ao longo de uma vereda íngreme.
No caso das uvas, os proprietários dos terrenos construíram um "lagar comunitário” onde realizavam a pisa das uvas e apenas traziam o mosto.
ilhéu da viúva
É possível também observar um afloramento poupado pela abrasão marinha, conhecido como “Ilhéu da Viúva”, é o símbolo da Reserva da Biosfera de Santana.
Estes rochedos são vulgarmente conhecidos por ilhéus.
Criação da Reserva
A Reserva Natural da Rocha do Navio, criada em 1997, através do Decreto Legislativo Regional n.º 11/97/M, de 30 de julho é uma reserva exclusivamente marinha, surgiu do interesse da população em proteger a diversidade da fauna marinha.
Este local situado entre a Ponta de São Jorge e a Ponta do Clérigo, abrange uma área de 1710 hectares, atingindo a profundidade de 100m e é um habitat potencial da foca monge (Monachus monachus), vulgarmente conhecida por lobo-marinho.
Nesta paragem também é possível contactar com as levadas , canais de irrigação tradicionais, e concebidas para transportar água das zonas montanhosas e húmidas do norte para as áreas deprimidas e mais secas localizadas na costa sul da Madeira.
Tem cerca de 3000 kms de extensão total e encontram-se em funcionamento desde o século XV.
OO sistema de levadas é considerado um “monumento vivo”, um exemplo de engenharia hidráulica e sabedoria e resiliência de um povo.




